Era uma vez…

Bom, andei a pensar naquilo do novo paradigma e já sei exactamente o que vou fazer. A partir de agora, em conjunto com os meus habituais posts fraquinhos, irei incluir de vez em quando um post contando histórias ou dilemas engraçados em forma de analogia estupidamente parva. Algumas delas serão verídicas sobre mim, outras sobre outras pessoas e outras serão o produto da minha perversa mente. Cabe-vos a vós, a tia e a prima do pteles (para novos leitores que não percebam esta “piada”, estas duas personagens são as únicas leitoras do blog segundo a minha teoria de que o blog é ancel demais para ter mais de duas fans… ahahahah a quem quero enganar, novos leitores?? Ahahah…), inferirem quais delas são verídicas e quais não. Devo afirmar que nunca revelarei a veracidade das histórias e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência… ou então é mesmo realidade. Prossigamos.

Narro-vos hoje a história de dois macacos. Um deles chamado Nódoa Ancel e o outro Nódoa Anceleiro. Para os distinguir vamos apenas chamar-lhes ancel e anceleiro. Ambos os macacos foram submetidos a experiências científicas que não envolviam batom resistente a balas nem cigarros com sabores. Na verdade cada um teve direito à sua experiência. Primeiro a do ancel. O ancel foi colocado numa cela com apenas uma mesa, um vidro e um amendoim. É verdade, esqueci-me de dizer, o ancel é um fan infinito de amendoins, tendo já sofrido vários ataques cardíacos por excesso de amendoim no sangue, que foi proibido de comer amendoins à 24, quase 25, anos atrás… Ao ancel foi dito que se comesse esse amendoim, terríveis males se iriam abater sobre a Terra, o que poderia levar à extinção da banana. «’Pera aí!» dirá o leitor atento mais jovem, ou seja a prima do pteles, «Os macacos não falam, como é que conseguiram que ele percebesse isso?». Excelente questão. Primeiro tenho a relembrar-vos que esta situação é apenas uma situação hipotética que nunca realmente aconteceu (exceptuando na Tailândia, na Namíbia e em certos bairros de Alcafozes). Segundo, simplesmente mudou-se o nome do macaco de Nódoa Ancel para outra coisa qualquer. Ao se aperceber que o seu nome não era mais Nódoa, o macaco espontaneamente desenvolveu inteligência. Viram… foi preciso injuriar a minha inteligência tanto? Enfim, prossigamos. O macaco viu-se então numa situação terrível: à sua frente encontrava-se um amendoim, suculento e cremoso (o macaco começou a ter visões o pobre, eu sei que os amendoins não são suculentos…), MAS! Se ele ousasse aproximar-se de tal maná, sabia que uma tempestade de “evil darkness” iria destruir tudo o que era mais precioso na sua pobre vida de macaco… O que deve fazer o ancel??!!

Agora vamos ao anceleiro. O anceleiro é um macaco extremamente mais inteligente que o ancel. Na verdade, ambos fizeram um teste de matemática para compararem as suas habilidades tendo o anceleiro apenas se enganado no nome. Escreveu: “Nódoa Nódoa”, mas o corrector assumiu que era uma aproximação válida e considerou-lhe o teste todo certo. O ancel, porém, não teve tanta sorte. Escreveu o nome, porém errou uma questão simplicíssima sobre probabilidade condicionada (pela chuva… ehehe de volta às “lame jokes”. Vêem, este novo formato ocasional mantém o formato fraquinho dos posts normais!). Bom, continuando, o anceleiro foi também suposto a uma experiência cientifica, porém de natureza diferente. O anceleiro foi colocado num campo, delimitado por uma cerca de madeira asiática. Dentro desta cerca há duas árvores: uma árvore pequena, com fruta pequena (não , não é o nódoa…) e com macacos que, apesar de serem bons macacos e macacos fortes, pertenciam ao grupo dos mais fracos; a outra era uma árvore enorme, de beleza magnificente e grandíloqua, habitada apenas pelos macacos mais fortes e mais dominantes. Para se ser admitido na árvore maior é necessário preencher certos requisitos: Ser se forte (claro), com atitude de alfa, com vontade de trabalhar e que tenham tido média superior a 0.01 nos exames nacionais. Entre mitos de macacos com 19.9 de média nos exames (pelo vistos coisa frequente…) e  de uma fonte da eternidade pertencentes à árvore grande, o anceleiro foi educado a querer chegar ao topo, o que em linguagem de macaco, significava poder ir para a árvore grande. Por isso, o anceleiro treinou, fez 1003.5 flexões por dia, 12312 abdominais e 3 rotações de pescoço por dia, tendo fortalecido, entre outros, os isquiotibiais, os quadriceps, e o deltoide. Assim, o anceleiro acha-se apto a ser permitido na árvore grande. Porém tem duas desvantagens: não nasceu na cova do ancel (nome da zona da quinta que possuía a árvore grande e que quem nascesse lá tinha maior probabilidade de entrar na árvore grande); e com ele haviam cerca de 3000 macacos que tinham-se submetido a loucuras semelhantes e que queriam entrar na árvore (só cerca de 100 é que podem). Ele tem por isso a agonizante visão do paraíso mesmo à sua frente, logo ali. Conseguia cheirá-la, senti-la, saboreá-la, e até mesmo yrokefá-la (um sexto sentido muito poderoso que os meus macacos hipotéticos têm). Mas será que vai ser condenado a viver e aprender com os macacos que, apesar de serem macacos espectaculares, são fracos?!!

Sim… como podem concluir pela incrível estupidez e ridicularidade das histórias, apesar de tratarem temas bem interessadas, são fruto de algo perverso (a minha mente, pois). Reflictam sobre os macacos. Reflictam sobre como a pobre vida de macaco é injusta e horrível. Justamente quando a suas vidas lhes dão amendoins, estes são lhes negados pelo destino cruel e cómico….

Desafio-vos a escreverem as vossas própria histórias alegóricas sobre uma realidade qualquer. Vossa, da vossa prima, da vossa tia, de um macaco que conheçam bem, do vosso Jeremias (nome que acabei de dar ao meu cérebro). Este desafio inclui o pteles, seu preguiçoso de meia tigela.

(Aviso: Nenhum animal foi agredido ou injuriado fisica ou quimicamente para a escrita deste post, exceptuando, claro, o nódoa).

«Anima sciocca, tienti col corno, e con quel ti disfoga quand’ ira o altra passion ti tocca![…]»

[Este post tem exactamente 1000 palavras, a contar com esta frase.]

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