Uma carta aberta à Violência (contra o pteles)

Venho hoje, por este meio, confessar os crimes de homicídio em 5º grau do pteles. Bom, ainda não o fiz, mas estou neste preciso momento numa loja de conveniência numa daquelas filas super chatas à espera para comprar algo que… vá lá… aleije.

Aposto que os leitores mais conservadores devem estar a indignar-se contra o facto de canalizar toda esta raiva contra o pteles já que é inumano. Humano é fazê-lo contra o nódoa. Porém, esta semana estou disposto a abdicar de parte da minha dose diária de magoar violentamente o nódoa em prol de a usar no pteles. Eu sei que o pteles é que costuma contar histórias engraçadas semi-reais (eu também já tentei e não correu muito bem… ainda me doem as costas desde esse infortúnio incidente), mas hoje tomo a responsabilidade de relatar os acontecimentos de um passado dia que não me recordo qual, mas o pteles estava a comer uma espécie de croissant.

Estávamos na semana da educação física, que é basicamente uma maneira para que na última semana de aulas do período faltarmos e que não tenhamos que inventar um ataque canino ás 8:30 que nos impediu de chegar a tempo ou que tivemos uma vontade inegável de bater no nódoa… É uma semana gira (faltei a… vá lá 4? 3? horas de aulas e não tive que chutar nem uma bola… [isto soou muito mal… peço desculpa em nome do blog]). Como dizia, estávamos então em dita semana e eu avistei o pteles ao longe. Como é hábito meu, ingressei numa corrida de “charge!!!” semelhante à de um jogador de futebol (americano…) ou a um rinoceronte incomodado que culminou num salto bastante alto (meh…) onde aterrei numa pose algo homossexual em cima do pteles. Não, não era uma manifestação de afeto, muito pelo contrário. Lembro-me vagamente de o cumprimentar com algum entusiasmo e completamente ignorar a sua namorada, ação que me custou mais tarde. Falámos de vários tópicos comuns entre nós, por exemplo, se a relatividade geral explica a radiação de Hawking dos buracos negros, ou ainda como a situação política do Cazaquistão começa a tender para fora dos seus moldes semipresidencialistas e começa a obter um cariz algo meritocrata que é positivo segundo os meus moldes, mas o pteles não vê o meu ponto de vista… ancel… Após esta animada conversa que acabou com uma demonstração de artes marciais rebuscadas por minha parte e de “Teoria do Estalo” pelo pteles, mudámos de tema. Referi-lhe como estamos no auge da nossa existência como blog. Temos dois fans, coisa única e inimaginável: a tia do pteles e uma pessoa que, por respeito à sua reputação, não irei referir (mas ela referiu-me recentemente no seu blog… yay!). Eu disse-lhe e passo a citar: “Nel mezzo del cammin di nostra vita/ mi ritrovai per una selva oscura,/ ché la diritta via era smarrita”. Depois deste meu momento inspirado, afirmei o quão era importante manter este número de fans ativo e que para isso eram necessários mais posts… MAIS POSTS! Ele concordou comigo (como uma pessoa normal faz sempre) e concordou em escrever um novo post quando possível (ou seja, segundo palavras dele, no próprio dia).

O que acontece é que já passaram vários dias e ainda não tive o prazer de ler dito post. Por isso estou altamente irado e apetece-me bater-lhe. Este post é basicamente uma ameaça bastante humorística que planeio concretizar em breve. Os que forem sortudos de observar por favor tapem os olhos se forem sensíveis. Agora cessarei a minha escrita visto que é a minha vez e visiono um par de saca-rolhas bem bonito na montra…

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