O post das minhas coisas preferidas

A vida é um coisa nova para mim. Sou um inexperiente. Tudo aquilo que contemplo, que uso, que admiro. Tudo é mais velho que eu. Bem quase tudo, mas isso é outro assunto. O que interessa é que se não teria sido mais feliz se tivesse nascido noutras condições espaço-temporais. Por vezes, inconscientemente, quando me tocam em pontos fracos, sinto que nasci numa sociedade sem lugar para mim. Nasci num mundo que vive dependente de dinheiro. E de facto, a única coisa que as pessoas vêem são cifrões. No entanto a maior parte não tem um chavo. É por isso que não vivemos num mundo feliz, num mundo onde as pessoas cumprem desejos. Porque as pessoas só pensam em dinheiro.

Vivemos num mundo mal estruturado, onde desde criança observamos incompetência, miséria, subornos, e uma sociedade viciada, feita para aquelas pessoas que falei anteriormente. Aqueles que trocavam tudo por umas massas, mas que no entanto, quando tiveram todas as oportunidades do mundo, na escola por exemplo, desperdiçaram, porque é mais fixe não fazer nada e tentar enriquecer com o 9º ano. Impossível? De facto não é, mas será provável?

Há uns anos aprendi algo que até agora, sempre me acompanhou. “Não faças aquilo que gostas. Aprende a gostar daquilo que fazes.”. E foi assim que aprendi que as minhas coisas preferidas não são aquelas com que sonho. São aquelas que tenho neste momento. Talvez venha a ter outras no futuro, mas neste momento devo dar graças por aquilo que tenho.

É fácil sonhar com contas bancárias com saldos com 9 ou 10 algarismos, ou com aquela casa de sonho, ou os Ferraris que espetamos todas as noites durante os sonhos, porque sonhar não custa. Mas o que é difícil é sonhar com o caminho até lá, com o esforço e dedicação que temos de investir para que os sonhos materiais se realizem.

Percebi que a beleza da vida não é isso, não pode ser comprada, e ao que acontece com o dinheiro, não cai nas mãos das pessoas erradas. Só quem merece ser feliz é que o é. Cada um à sua maneira. E eu não há muito tempo, estava decidido que o meu objectivo de vida era enriquecer, de que modo fosse, porque não suportava a ideia de não poder dar aos meus filhos tudo o que eles quisessem. Mas percebi agora algo muito importante. A vida é curta. Não vale a pena perder metade da vida a pensar em coisas que se calhar nunca se irão realizar.

Serei um desistente por relativamente no início da vida não querer sonhar com as próximas décadas? Eu, pelo menos não acho. Para mim um desistente não é aquele que não pensa no futuro; é, como já disse anteriormente, aquele que não pensa no presente. E a vida passa-nos à frente da cara se não estamos com atenção. Apenas gosto de pensar numa coisa, quanto ao futuro: o meu papel no mundo tem de ter importância de alguma forma. Se não me sentir realizado com aquilo que faço, então o que é que ando a fazer para aqui? Acredito plenamente que nascemos por um motivo concreto.

E esse motivo é sermos felizes, e não ricos.

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