O post desportista

É suposto eu escrever na terça, mas não resisti deixar para quarta este post. Acontece que as aulas começam hoje, quarta-feira. Podia ser pior. Quase que não tenho aulas, ao contrário do meu colega e amigo, GangsterVeggies. De qualquer forma estou zangado, porque entre ter poucas aulas e não ter nenhumas, penso que a segunda opção é menos intensiva. Portanto, estou zangado. Vou ter saudades de passar o dia de calças de fato-de-treino e t-shirts largas. Vou ter saudades de vestir os calções-de-banho. Com certeza irei fartar-me de ouvir “não te preocupes podes vestir calças de fato-de-treino ou calções-de-banho nas aulas de educação física”. NÃO É A MESMA COISA! Além disso as aulas de educação física são um desperdício de tempo. Como pode a nossa aptidão para ginástica rítmica, basquetebol ou outro desporto completamente estúpido? Se é para fazer desportos inúteis durante um ano inteiro, ao menos que escolhessem modalidades engraçadas. Deixo aqui algumas sugestões:

  • Corridas de uniciclo em terreno acidentado – E porque não começar o ano lectivo com este divertidíssimo desporto? Seria deveras engraçado observarmos uma turma inteira numa espécie de pelotão numa subida com os seus uniciclos.
  • Pedra, papel ou tesoura – Durante o inverno não consigo lembrar-me de nada melhor do que umas boas aulinhas de pedra, papel ou tesoura. Curiosamente, acho que é um dos dois únicos desportos em que o Nódoa se safa moderadamente bem (ele só conhece a pedra, por isso ganha 1/3 das vezes). O outro é corrida de queda de falésias para o mar ao pé coxinho, com três calhaus de 15 quilos amarrados ao corpo, usando um kilt com uma porção avantajada de sódio a cobrir todo o corpo, sempre pronta a reagir com a água do mar que se encontra a pelo menos 20 metros em queda livre a partir do ponto de partida. Atrevo-me a dizer que o Nódoa consegue ser o melhor praticante deste desporto no mundo. Porém, é também o pior.
  • Extreme ironing – é verdade, extreme ironing é um desporto que ainda está em crescimento. Imaginem um desporto radical tipo canoagem em rápidos ou ciclismo de montanha, ou assim. Imaginem também o acto de passar a ferro. Agora imaginem os dois juntos. Uma modalidade a rever para o 2º período.
  • Ferret Legging – Um bonito desporto cuja criação remonta às bonitas primaveras de 1900 algures na Escócia. Para este desporto é necessário umas calças bem largas, um cinto, e um furão, doninha ou um animal do género (para adeptos mais hardcore desta modalidade, usa-se um lince ou um puma). Veste-se as calças e enfia-se lá para dentro um desses bichos zangados. Depois fecha-se as calças e com um cinto, aperta-se bem. Quem aguentar mais tempo, ganha. Simples.
  • Rolamento de queijo – O terceiro período começa com o clássico do mundo dos desportos. Toda a turma sobe para uma colina com o seu queijo e faz uma corrida de queijos. Simples. Claro que alunos como o Nódoa escolherão sempre mozzarella ralada ou cheddar derretido. Isso mostra como este desporto pode ser um verdadeiro utensílio para os professores indecisos. Um aluno que quer um 20 a educação física, tem de saber escolher o queijo que consegue descer com mais facilidade uma colina, pelo que este desporto deva ocupar um período inteiro.

Com isto, penso que o ensino português iria melhorar muito, mas enfim, bora fazer natação e voleibol…

Bom início de aulas a todos.

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